NOSSOS PROGRAMAS

 

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estimativa (IBGE), a população de Campinas foi estimada em 1.204.073 habitantes em uma densidade demográfica de 1.359.60
hab/km2. O município, conforme a política municipal de assistência social municipal, é atualmente dividido em cinco regiões, sendo elas: Leste, Noroeste, Norte, Sudoeste e Sul.
A região Sul limita-se pelos municípios de Itupeva e de Valinhos e é contornada pela Rodovia Santos Dumont - SP075 e atravessada pelas Rodovias Anhanguera - SP 330 e Rodovia dos Bandeirantes - SP 348, mas também ocupa um trecho bem curto da Rodovia Dom Pedro I - SP 065.

Seguindo a distribuição das regiões, a região Sul é a mais populosa da cidade, com
285.483 pessoas (26%), sendo 282.876 habitantes a população urbana (99%) e 2.607 habitantes a população rural (1%). A região SUL é marcada pela diversidade demográfica, principalmente no que se refere à geografia da extensão do território.
De acordo com o censo de 2010, a faixa etária da região sul predominante é de 15 a 24 anos com 46.405 pessoas, seguidos da faixa etária de 6 a 14 anos com 35.373 pessoas, seguidos da faixa etária cima de 65 anos 25.137, seguidos da faixa etária de 0 a 3 anos com 14.264 crianças e com 7.131 crianças de 4 a 5 anos.
O censo 2010 também apresenta o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de 0,805 e da região sul de 0,796.
Em relação a economia do município, a renda per capita mensal média municipal é de R$1.390,83. A região sul apresenta a terceira menor renda per capita do município com R$1.322,42.
Os dados da vigilância socioassistencial da Secretária Municipal de Campinas apontam a região como a segunda maior em termos de beneficiários do Programa Bolsa Família, enfatizando que trata-se de uma região marcada por severas desigualdades sociais onde apenas 1.000 habitantes estão na faixa de 20 salários mínimos ou mais, 119.600 pessoas encontram-se na faixa entre 0 e 3 salários mínimos, enquanto 82.700 estão sem renda. De acordo com o Relatório de Informações Sociais a região possui 1.290 unidades da
COHAB. Além disso, a região é a segunda com maior número de unidades habitacionais
do programa Minha Casa, Minha Vida, com 2.698 unidades até o ano de 2014.
As faixas etárias com maior número de pessoas alfabetizadas vão de 10 a 59 anos, ou seja, a população com 60 anos ou mais apresenta baixos índices de alfabetização, apontando a necessidade de política educacional, como por exemplo, EJA, e, ou atividades socioeducativas em centros de convivência.
No que diz respeito às políticas públicas, de acordo com o RIS 2014, o número de espaços de incentivo ao esporte é considerado satisfatório a contar pela quantidade de praças de esportes presentes no território, um total de oito. Entretanto, não há indicadores de que esses espaços contam com projetos de incentivo à população a adesão ao esporte.
As unidades básicas de atendimento estão com um quadro de funcionários reduzido, o
que compromete a qualidade dos atendimentos.
No que diz respeito às políticas de proteção social, o CREAS SUL atende 187 crianças eadolescentes nos serviços de média complexidade.
Conforme dados levantados em atendimentos, entrevistas sociais e domiciliares, banco de dados de usuários, análise de indicadores demográficos e diagnósticos socioassistenciais,

Ligue:

(19)3271-1022

ou

(19)3276-1084

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Crianças com capas

percebemos que a região SUL apresenta um quadro acentuado de desigualdade social, levando seus habitantes a um estado de vulnerabilidade social. Compreendemos a importância do investimento na Política de Proteção Básica, afim de trabalharmos a prevenção e o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, bem como a autonomia e protagonismo desses usuários, visando minimizar os riscos sociais e o agravamento das violências.

Conforme solicitado pela comissão de seleção, complementamos que de acordo com os dados levantados em atendimentos, entrevistas sociais e domiciliares, banco de dados de usuários, análise de indicadores demográficos e diagnósticos socioassistenciais, percebemos que há um aumento considerável de: núcleos familiares compostos apenas por mulheres; fragilidade dos vínculos intergeracionais e familiares; elevado índice de crianças que sofrem violência e/ou negligência intrafamiliar; carência de autonomia crítica; segregação de classes econômicas; carência de equipamentos socioassistencias; insuficiência de espaços de convívio comunitário, de lazer e cultural; dificuldade de inserção e reinserção no mercado de trabalho, em especial de mulheres na faixa etária de 18 a 65 anos; baixa motivação do público adolescente para adesão à projetos socioeducativos.
Entendemos que todo esse cenário implica na fragilidade do núcleo familiar, enfraquecendo- o em seu papel protetivo gerando suscetibilidade dos indivíduos pertencentes a esse núcleo social familiar e consequentemente extrapolando essa condição para a sociedade como um todo. Diante dessa situação compreendemos que o papel primário do equipamento que trabalhe em consonância com as disposições da Constituição Federal de 1988, a LOAS, o SUAS, o ECA, NOB RH, a Tipificação e Código de Ética, é fortalecer as relações familiares e comunitárias com caráter preventivo, pautado na defesa e afirmação de direitos e no desenvolvimento de capacidades dos usuários (MDS, 2015).
O Centro Social Romília Maria, vem atuando na região sul há 47 anos em caráter socioassistencial preventivo, baseado nos pressupostos que ao longo desses anos foram formulando as politicas públicas.
A instituição atende dentro da tipificação da proteção social como um equipamento que atende em nível de proteção básica, tendo como objetivo prevenir situações de risco por meio do desenvolvimento de potencialidades e aquisições e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários.
Diante do diagnóstico da realidade do território pautamos nossa atuação em intervenções
sociais que criam situações desafiadoras, estimulam e orientam as crianças e os
adolescentes na construção e reconstrução das suas histórias e vivências individuais e
coletivas, atividades socioeducativas que possibilitem a constituição de espaço de
convivência, formação para o desenvolvimento pleno de cidadania, desenvolvimento do protagonismo, estratégias para o fortalecimento da função protetiva da família, mobilização e fortalecimento das redes de apoio, desenvolvimento de ações que proporcionem a apropriação da identidade coletiva da comunidade, que possibilitem espaços de convívio social e de troca de experiências afetivas, oferte atividades que desenvolvam habilidades pessoais, artísticas, esportivas e profissionais.

O serviço é desenvolvido em especial para a inclusão de crianças e adolescentes considerados público prioritário, submetidos a algum tipo de violação ou fragilização dos seus direitos, tendo em vista, o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, bem como a prevenção a ocorrência de situações de risco social.
Desse modo, entendemos que o equipamento vem trabalhando de acordo com a demanda da região, respeitando os parâmetros norteadores da assistência social e condizendo com os critérios de integridade, totalidade, historicidade, interdisciplinaridade, intersetorialidade e territorialidade, considerados bases para a atuação, de acordo com as disposições das políticas públicas, e se faz necessário para a rede assistencial no que tange os objetivos da proteção social básica.

  • PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA - SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS - 6 A 14 ANOS E 11 MESES

  • PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA - SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS - CENTROS DE CONVIVÊNCIA INCLUSIVOS E INTERGERACIONAIS